
Uma iniciativa da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), responsável pelo policiamento na zona leste de Vitória da Conquista, visa coibir a cobrança irregular e abusiva por estacionamento em espaços públicos praticada por flanelinhas. As cobranças ocorrem principalmente em dias de eventos com grande circulação de pessoas.
O major PM Orlins, que assumiu o comando da unidade em outubro do ano passado, afirmou ao Blog do Sena que o objetivo é reprimir a extorsão aos condutores — e não o trabalho honesto. “É o fim da extorsão, da cobrança abusiva pelo uso de espaço público por pessoas não autorizadas. Nós, que atuamos na segurança pública e frequentamos grandes cidades como Salvador e a própria Vitória da Conquista, sempre nos questionamos por que isso acontecia sem intervenção do poder público. Assim que assumi o comando da 77ª Área Leste, onde hoje há muitos eventos, incluí como uma das diretrizes justamente coibir esse tipo de conduta. A pessoa já paga ingresso para o evento e ainda é obrigada a pagar valores abusivos por estacionar em via pública”, explicou.
A medida já foi colocada em prática durante o início do projeto PM no Pôr do Sol. Segundo o comandante, não houve registros de cobranças irregulares no local. “As pessoas estacionaram tranquilamente, e essa diretriz terá continuidade. Em grandes eventos na área da 77ª, a Polícia Militar não permitirá cobranças por estacionamento em espaço público.”
As taxas abusivas cobradas por flanelinhas já vinham sendo alvo de reclamações dos motoristas. De acordo com o major, os valores arrecadados por esses indivíduos chegavam a superar até mesmo os lucros dos organizadores dos eventos. “Isso é extorsão. Utilizar espaço público sem autorização e impor uma taxa, de forma implícita ou explícita, é crime. Não é um trabalho digno. Durante anos, essas pessoas auferiram lucros muitas vezes maiores do que os dos próprios organizadores, que pagam estrutura, bandas e toda a logística do evento”, afirmou.
A partir de agora, na zona leste, a prática será combatida, já que “a população já paga tributos e taxas, e o espaço é público. Não cabe alguém se apropriar dele para impor cobranças, muitas vezes de forma coercitiva”, completou.
O comandante espera ainda que a iniciativa seja adotada em outras áreas da cidade, evitando que a população continue sendo constrangida a pagar taxas ilegais.
